domingo, 28 de abril de 2013

Abertas as inscrições para Ouvintes e Comunicação Oral, Poster, cursos e Intervenções Artísticas



Atenção a todos os estudantes de Museologia e Patrimônio do país, está aberta as inscrições para ouvintes e apresentações de trabalhos no VI Encontro Nacional dos Estudantes de Museologia. Fiquem atento ao Edital e aos prazos de pagamentos, garanta já sua participação e inscreva-se o quanto antes. Acesse os Editais:

Alo Rio Grande do Sul!

Fonte: RBSTV

A partir da próxima segunda-feira (29) os telespectadores da Região da Campanha poderão conhecer mais sobre a história do Rio Grande do Sul. A RBS TV de Bagé lança os programetes “Museus da Campanha”, que serão exibidos durante os intervalos da programação da emissora. O objetivo é divulgar os museus locais e incentivar a visitação.
Durante cinco semanas, cinco reportagens contarão os momentos que marcaram a região. No primeiro vídeo, o público conhecerá uma curiosidade de Bagé: a cidade teve a abolição da escravatura quatro anos antes da Lei Áurea ser sancionada no Rio de Janeiro. Os museus Dom Diogo de Souza e o da Gravura, de Bagé, o David Canabarro e o ASPES, de Santana do Livramento, e o Paulo Firpo, de Dom Pedrito, serão palco para o resgate.
Produção, edição e texto são de Rodrigo Flores, imagens de Dario Perrim e narração e coordenação de Roberta Mércio.


Pesquisadores tentam introduzir queijo do Serro no mercado formal



Fonte: (Tiago Geisler/ Agência Minas)

 Pesquisadores da Embrapa Agroindústria de Alimentos estão em busca de solução para os entraves que impedem a comercialização do queijo do Serro no país. De qualidade e sabor reconhecidos, o queijo artesanal mineiro foi registrado em 2008 como patrimônio imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
Liderados por Rodrigo Paranhos, os pesquisadores da Embrapa trabalham desde abril do ano passado no projeto Agregarte, que entra neste ano na fase de coleta de amostras de leite e de queijo. O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) é um dos parceiros da pesquisa, junto com a Embrapa Gado de Leite, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e a Associação dos Produtores do Queijo do Serro.
O queijo produzido na região mineira do Serro obteve também o registro de indicação geográfica do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), órgão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em dezembro de 2011.
As pesquisas poderão por fim à polêmica em torno do produto que, por ser feito com leite cru, não pasteurizado, tem sua comercialização proibida pela legislação brasileira, disse Paranhos à Agência Brasil. A venda do queijo dentro do território mineiro é permitida por uma lei estadual que ampara pequenos agricultores locais cadastrados no IMA. 
A polêmica cresceu e, por isso, o Ministério da Agricultura criou um grupo de trabalho para analisar a questão do queijo, produzido em dez municípios. De acordo com Paranhos, as instituições envolvidas precisarão de um grande esforço para trazer para o queijo do Serro para o mercado formal. O queijo artesanal da região segue o padrão dos produtos da pequena agroindústria nacional, a informalidade.
“Minas Gerais foi o estado pioneiro na briga por esse queijo artesanal”, lembrou Paranhos. O pesquisador destacou que Minas elaborou uma legislação específica e acreditou que seu produto pode ser seguro, mesmo sendo feito com leite cru. As queijarias cadastradas no IMA são minoria entre os estabelecimentos do gênero existentes no estado. Segundo  Paranhos, é preciso também elaborar programas e políticas públicas para melhorar a qualidade do produto. “E isso é possível”, disse ele, defendendo investimentos na atividade, que gera emprego e renda e é geralmente desenvolvida por agricultores familiares.
Para ele, essa política tem condições de dar resultado. “O Estado tem de olhar com mais carinho para esses produtos”, ressaltou Paranhos. Ele informou que o Agregarte atua em mais duas frentes: a produção informal de farinha de mandioca na Bahia e de açúcar mascavo, no norte fluminense.
Paranhos acredita que o queijo do Serro pode ser feito de maneira artesanal e sem oferecer riscos para a saúde. Para isso, os produtores têm de cuidar bem dos rebanhos, sem esquecer da vacinação. Ele disse que o Instituto Mineiro de Agropecuária vem mostrando que é possível conseguir, mesmo em pequena escala, um produto de qualidade, se esses cuidados forem tomados.
O projeto Agregarte deve ser concluído até 2015. “Pretendemos caracterizar esse produto tanto em termos dos riscos para a saúde saúde quanto em termos sensoriais [sabor, aroma e cor] para valorizá-lo”. O objetivo do projeto é mostrar que o queijo minas artesanal do Serro tem grande potencial de desenvolvimento social.  Não é à toa que ele já é reconhecido há tanto tempo, dentro e fora da região em que é feito, como um produto de qualidade, acrescentou.
No mês que vem, a Embrapa Agroindústria de Alimentos deve participar do grupo de trabalho criado pelo IMA para  discutir uma nova legislação para o queijo do Serro.

Qual a dimensão dos incêndios na cultura de um povo?


IEPHA/MG INFORMA: INCÊNDIOS AMEAÇAM RICO PATRIMÔNIO CULTURAL


FOTO: Izabel Chumbinho - Iepha/MG
No dia 23 de dezembro de 2012, a Biblioteca Pública Estadual Luis de Bessa, em Belo Horizonte, foi atingida por um incêndio que consumiu parte de sua documentação administrativa. Um mês depois, em 22 de janeiro de 2013 foi a vez do Museu de Ciências Naturais da PUC Minas, também na capital, sofrer as tristes consequências de um sinistro que destruiu as exposições sobre a vida do paleontólogo Peter Lund, sobre o cerrado e a Era Pleistoceno, localizadas no 2º andar da sede. Fica a pergunta: qual a dimensão dos incêndios na cultura de um povo?

Minas Gerais já registrou tristes episódios envolvendo sinistros que impactaram a cultura do estado. Em 1968, devido a um fogareiro que foi esquecido aceso em uma das salas de encadernação, um incêndio de grandes proporções destruiu grande parte do acervo da biblioteca do tradicional Colégio do Caraça. Graças à ação dos alunos, 15.000 livros, de um acervo de 50.000, foram salvos. Mas, desde então, o colégio foi desativado. Em 1999, os mineiros viram ser consumida em chamas a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Mariana. O teto da nave, obra do mestre Francisco Xavier Carneiro, e dois altares laterais foram totalmente destruídos. 

O trabalho de prevenção a incêndios, guiado por atenção e zelo com nossos bens culturais, deve ser premissa para os responsáveis em cuidar do nosso patrimônio.

Para a superintendente de Bibliotecas Públicas do Estado, Áurea Godinho Piacesi, o cuidado e a responsabilidade em cuidar de um acervo tão expressivo como o da Biblioteca Pública foram chaves para impedir a gravidade do incêndio ocorrido em dezembro. “Felizmente, nesses três últimos anos, houve uma maior preocupação relativa à prevenção e combate a incêndio. Duplicou-se a capacidade das caixas d’água, para atender as recomendações do Corpo de Bombeiros, e instalação de novas mangueiras e hidrantes”, avalia a superintendente que ainda destaca a imediata ação dos vigias ao acionar o Corpo de Bombeiros. De acordo com Áurea, nenhum acervo foi danificado pelas chamas rapidamente controladas.

“Os danos que podem ser provocados por um incêndio, em qualquer equipamento cultural e, especialmente, em bibliotecas, pode ser incalculável quando houver perda de seus acervos, principalmente se forem destruídos acervos raros e especiais” destaca Áurea. Muitas vezes exemplares únicos são destruídos o que provoca a perda de um valor simbólico, precioso para toda a sociedade.

O 1º Tenente do Corpo de Bombeiros Vítor Costa Leite destaca como uma das principais orientações da corporação para prevenção a incêndios o estabelecimento das corretas medidas de segurança que devem ser proporcionais ao risco de incêndio: “Conforme a Instrução Técnica, que versa sobre segurança em edificações históricas, para conhecer o risco de incêndio de uma edificação são consideradas, dentre outras características, a carga de incêndio, a altura, o nível de tombamento, a distância do Corpo de Bombeiros e a ocupação da edificação”. 

Ainda de acordo com Tenente, as edificações que preservam relíquias no estado são classificadas como “local onde há objeto de valor inestimável”, o que requer, além das medidas de segurança específicas da edificação, o atendimento de medidas complementares como o “Controle de Materiais de Acabamento” e o “Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas”, dentre outras.     

Em um estado de grandes dimensões como Minas Gerais, lembrando que são 853 municípios em quase 600 mil km², o Corpo de Bombeiros estabeleceu o chamado fator de risco em relação à distância de uma unidade da corporação, sendo atribuído maior risco às edificações históricas que se encontram mais distantes do quartel. “Seria muito interessante e de grande valia se todas as prefeituras exigissem, como já ocorre em alguns municípios do estado, o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, antes de liberar os alvarás de funcionamento das edificações”, pontua o tenente que destaca ainda como outra questão muito importante a instalação de hidrantes públicos nas proximidades das edificações históricas, tarefa essa que cabe aos órgãos de saneamento das localidades. A medida torna o combate a incêndios mais rápida e eficaz.

Nos próximos dias conheça as recomendações da Diretoria de Conservação e Restauração do Iepha para a prevenção de danos a edificações antigas e centros históricos.

sábado, 27 de abril de 2013

Museologia da UFSC elege primeira diretoria para centro acadêmico

Fonte: Museologia UFSC


Em eleição realizada nos dias 23 e 24 de abril, os acadêmicos do Curso de Museologia da UFSC elegeram a Chapa Nova Musa para a primeira gestão do novo Centro Acadêmico, o Camus, composta pelos membros: Darwin de Assis, Julia Godinho, Leonardo Brandão Pena, Lucia Valente, Maria Eugênia de Andrade, Leonardo Lemos, Saulo Rocha e Thainara Marcolino. Em breve será divulgada a data da posse, que ocorrerá no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH).

Fonte: Noticias UFSC

Parabéns. e assim o movimento se fortalece!
Força na gestão!

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Fifa proíbe o São João em Salvador

Foto: Tribuna da Bahia

A partir do mês de junho, quando acontecem os jogos da Copa das Confederações e Salvador abrigará algumas partidas, estão proibidas a realização de festas na cidade. A situação chegou ao conhecimento da Tribuna da Bahia por intermédio de dois moradores – um planejava realizar uma festa junina no bairro do Barbalho e o segundo em Periperi – as festas tiveram as licenças negadas pela Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo, Sucom, por conta de uma ordem da Fifa.
A TB entrou em contato com a assessoria do órgão municipal que confirmou a suspensão de eventos na cidade no mês de junho. “A Prefeitura de Salvador irá publicar um decreto dando maiores detalhes, mas a orientação é não liberar eventos na cidade em junho”, alega.
A Tribuna entrou em contato com a Assessoria Geral de Comunicação, Agecom, e teve como informação que isso faz parte de um acordo firmado entre a Fifa, o governo federal e as cidades sedes dos jogos. “O governo brasileiro assinou o acordo com a entidade e tem que aceitar as regras. Foi assim nos Estados Unidos e na África do Sul. Nos circuitos oficiais como Avenida Paralela, Avenida Bonocô, Orla, Dique do Tororó, Vitória, Ribeira, dentre outros pontos da cidade terão que exibir toda a comunicação visual com os patrocinadores da Copa. A Sucom deverá apreender quem estiver desrespeitando as regras”, alerta a assessoria.

Celeuma - Não é a primeira vez que ocorre episódios emblemáticos envolvendo a Fifa. A entidade havia proibido a comercialização de acarajés no entorno do estádio. A regra da Fifa recomendava o afastamento desse tipo de comércio num perímetro de até dois quilômetros das praças de jogos.
A atitude foi tomada porque o acarajé não deveria ser concorrente aos hambúrgueres produzidos pela rede McDonald’s, patrocinadora oficial da Fifa. Aparentemente a entidade teria voltado atrás e liberado a comercialização do bolinho, que é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Iphan, como patrimônio imaterial.
Escritório da Copa se manifesta
A Tribuna da Bahia entrou em contato com o Escritório da Copa, Ecopa, que disse desconhecer a informação de restrição a eventos na cidade durante o mês de junho. “Cada evento é analisado individualmente pelos órgãos competentes e a sua aprovação leva em conta todas as condições necessárias, de acordo com a regulamentação vigente. Não há nenhum impedimento em relação à realização de eventos na cidade. Pelo contrario, tanto a Prefeitura, quanto o Governo de Estado estão elaborando uma ampla programação de eventos que oportunamente será divulgada, para que todo o cidadão soteropolitano possa ter lazer, cultura e entretenimento durante a realização dos jogos em nossa cidade”, informou a nota da assessoria da Ecopa.
Questionada se a Fifa teria “alugado” a cidade, a Ecopa se manifestou. “Salvador, bem como todas as cidades-sede, tem recebido investimentos em diversas áreas (infraestrutura, requalificação de espaços urbanos, mobilidade, segurança, capacitação de mão de obra, saúde, equipamentos públicos, cultura, turismo), o que tem dinamizado a sua economia, através da geração de emprego e renda para os mais variados setores, trazendo benefícios para toda a população. Tudo isso vem gerando oportunidades que impulsionam o desenvolvimento da cidade e elas estão acontecendo justamente por conta da realização dos jogos. Uma vez bem sucedidos, Salvador poderá se posicionar cada vez mais como uma cidade apta a receber novos eventos em inúmeras áreas”, sinaliza e acrescenta: “Salvador está cumprindo rigorosamente o que determina a Lei Geral da Copa (Lei Federal nº. 12.663/12), no sentido de garantir a realização de todas as atividades previstas com pleno êxito. Assim, estamos trabalhando intensamente para que a capital baiana se torne uma cidade cada vez melhor e seja ainda mais desfrutada por todos os soteropolitanos”.

Alô São Paulo!

Foto: Guia da Semana

Museus paulistas têm entrada gratuita em todos os sábados de maio


Programação especial em comemoração ao Dia do Museu conta com exposições, instalações, palestras e oficinas
Agora vai. Quem deseja conhecer os museus de São Paulo pode reservar todos os sábados de maio para receber aquele empurrãozinho que faltava. A Secretaria da Cultura elaborou atividades especiais para os 17 museus do Estado. Intitulada Museu MeUeSEU: de todo mundo, a programação conta com exposições, instalações, palestras e oficinas que têm como atração principal os museus.
O programa inclui a Casa das Rosas, Casa Guilherme de Almeida, Catavento, Museu Afro Brasil, Museu de Arte Sacra, Memorial da Resistência, Museu da Casa Brasileira, Museu da Imagem e do Som, Museu do Futebol, Museu da Língua Portuguesa, Paço das Artes, Pinacoteca e Estação Pinacoteca, todos com entrada gratuita aos sábados.

No interior, participam o Museu Felícia Leirner (Campos do Jordão), Museu do Café (Santos), Museu Índia Vanuíre (Tupã) e Museu Casa de Portinari (Brodowski), que mesmo fechado para restauro, fará programação na esplanada em frente ao museu.

O tema escolhido pretende reforçar a ideia de que o Museu é um espaço público e está à disposição de toda a população. Os museus também terão ações em rede, com atividades conjuntas envolvendo mais de uma instituição, provocando os visitantes a descobrir as possibilidades de contato entre as especialidades dos diferentes museus.

Confira a programação completa no site da Secretaria da Cultura e reserve na agenda os dias 4, 11, 18 e 25 de maio.

SERVIÇO
Casa das Rosas Av. Paulista, 37 - Bela Vista - São Paulo-SP
Tel.: (11) 3285-6986 | 3288-9447

Casa Guilherme de Almeida
(11) 3673-1883 | 3672-1391
Endereço: R. Macapá, 187 - Pacaembu - São Paulo-SP

Catavento Cultural e Educacional
Palácio das Indústrias - Parque Dom Pedro II, Centro - São Paulo/SP

Memorial da Resistência
Largo General Osório, 66 - Luz - São Paulo-SP
Tel.: (11) 3335-4990

Museu Afro Brasil 
R. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Pavilhão Manoel da Nóbrega - Parque do Ibirapuera, portão 10 - São Paulo-SP
Estacionamento pelo portão 3
(11) 5579-8542

Museu da Casa Brasileira 
Av. Brigadeiro Faria Lima, 2,705 - Jardim Paulistano - São Paulo-SP
Tel.: (11) 3032-3727 / 3032-2564

Museu da Imagem e do Som - MIS
Av. Europa, 158 - Jardim Europa - São Paulo-SP
Tel.: (11) 2117-4777

Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/nº - Luz - São Paulo-SP
Tel.: (11) 3326-0775

Museu de Arte Sacra
Av. Tiradentes, 676 - Luz - São Paulo-SP
Tel.: (11) 5627-5393

Museu do Futebol
Praça Charles Miller, s/nº - Estádio Paulo Machado de Carvalho - Pacaembu - São Paulo-SP
Tel.: (11) 3664-3848

Estação Pinacoteca
Largo General Osório, 66 - Centro
Tel. 11 3335-4990

Paço das Artes
Av. da Universidade, I - Cidade Universitária/USP - Butantã - São Paulo-SP
Tel.: (11) 3814-4832

Pinacoteca
Praça da Luz, 2 - Luz - São Paulo-SP
Tel.: (11) 3324-1000

INTERIOR

Museu Índia Vanuíre - Tupã
Rua Coroados, nº 521, Centro - Tupã/SP

Museu de Esculturas Felícia Leirner - Campos do Jordão
Av. Dr. Arrobas Martins, 1880 - Campos do Jordão-SP
Fone: (12) 3662-2334

Museu do Café - Santos
R. XV de novembro, 95 - Centro - Santos-SP
Fone: (13) 3213-1750

Museu de Esculturas Felícia Leirner
Av. Dr. Luís Arrobas Martins, nº 1880 - Alto da Boa Vista (Auditório Cláudio Santoro) - Campos do Jordão (SP) - CEP: 12460-000
Telefone: (12) 3662.2334

Museu Casa de Portinari
Praça Candido Portinari, nº 298 - centro - Brodowski – SP
(16) 3664-4284
 

Semana de museus contará com oficina de teatro de bonecos

Fonte: Destaque Notícias


Entre os dias 13 e 19 de maio, a comunidade será convidada a refletir, discutir e trocar experiências sobre o tema ‘Museus (memória + criatividade)= mudança social
Quem gosta de teatro de bonecos terá uma ótima oportunidade de aprimorar seus conhecimentos durante a programação da XI Semana de Museus.  Dentre as atividades previstas para o evento, está uma oficina sobre a arte bonequeira que será promovida através de uma parceria com o grupo Mamulengo de Cheiroso.
O curso será totalmente gratuito e nele o participante terá a oportunidade de trabalhar o teatro de animação a partir de técnicas de confecção de bonecos e interpretação, resgatando a memória coletiva e dando enfoque aos personagens da história de Sergipe, a exemplo de Silvio Romero, João Ribeiro entre outros.
As aulas serão apresentadas na Casa de Cultura João Ribeiro, localizada na cidade de Laranjeiras, entre os dias 13 e 15 de maio, das 14h às 17h. As vagas são limitadas e os interessados devem realizar sua inscrição através do telefone (79) 3179-1916. A oficina é destinada a professores, estudantes das áreas de pesquisa, museologia, artes cênicas e pessoas da comunidade em geral, e tem carga horária de 12 horas.
Semana de Museus
A Semana Nacional de Museus acontece entre dias 13 e 19 de maio. Durante esse período a comunidade será convidada a refletir, discutir e trocar experiências sobre o tema ‘Museus (memória + criatividade) = mudança social’. Participam dessa edição do evento 15 unidades museais da capital e do interior.
A iniciativa é do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e em Sergipe acontece sob a coordenação da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), com uma série de atividades, dentre elas exposições, palestras, seminários, oficinas e apresentações culturais. Clique aqui e saiba mais sobre a Semana dos Museus.

Fonte: Plenário a Notícia Agora!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

No Dia do índio, País lança perfil sobre população indígena


No Brasil, 890 mil pessoas se declararam indígenas de 305 etnias para o Censo de 2010. Esses e outros dados estão reunidos na publicação lançada pelo IBGE e pela Funai


Para comemorar o Dia do Índio, celebrado nesta sexta-feira (19), a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançaram a publicação, “O Brasil Indígena”, com a divulgação de dados demográficos da população sistematizados pelo censo de 2010. Além disso, a Funai também prepara uma série de atividades com programação sobre a cultura dos povos indígenas.
O Censo 2010 contabilizou 896 mil pessoas que se declaram ou se consideram indígenas. O estudo revela um crescimento da população indígena em relação ao Censo 2000, quando 294 mil pessoas se declararam indígenas. De acordo com a publicação, o crescimento se deve ao “número de pessoas que se reconheceram como indígenas, principalmente nas áreas urbanas do país”.
“A publicação demonstra a recomposição demográfica dos povos indígenas no Brasil e mostra o quanto eles contribuem para a formação do povo brasileiro”, disse a presidente da Funai, Marta Azevedo.
O folder será distribuído em escolas, instituições públicas e instituições que trabalham com os povos indígenas.
Programação cultural
As comemorações para o Dia do Índio incluem a abertura da mostra “Arte Karajá – Iny Bededyynana”, que traz a produção da cultura material do povo Karajá. Um dos destaques é a arte figurativa em cerâmica, produzida pelas mulheres da aldeia Hãwalò (Santa Isabel do Morro), a famosa ritxoko, que foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio cultural do Brasil em 2012.
Trabalhos em cestaria, com entalhes em madeira e cabaças também estarão expostos. O povo Karajá é originário da bacia do rio Araguaia, entre os estados de Tocantins, Pará, Mato Grosso e Goiás.
Na sequência será exibido o filme curta-metragem Ritxoxo, que apresenta as artistas-artesãs Karajá de Hãwalò mostrando seu trabalho e falando sobre a sua arte, e lançado o catálogo “Iny: Bero Mahadu - Povo do Rio - Os Karajá Ilha do Bananal”, com o resultado das exposições etnográficas, fotográficas e de arte cerâmica, realizadas no Museu do Índio do Rio de Janeiro, dentro do projeto Índio no Museu: Iny/Karajá.
Haverá ainda uma apresentação cultural de danças e cantos tradicionais, e da luta Ijesu, pelos Karajá vindos das aldeias Hãwalò (Santa Isabel do Morro) e Btõirỹ (Fontoura).
A programação acontece no Memorial dos Povos Indígenas, Eixo Monumental Oeste, Praça do Buriti, Brasília. A visitação à exposição é de terça (16) a sexta (19), das 9 às 17h; sábados, domingos e feriados, das 10 às 17h.
Censo 2010
Segundo o Censo 2010, o País tem 896,9 mil indígenas em todo o território nacional, somando a população residente tanto em terras indígenas (63,8%) quanto em cidades (36,2%). Do total, 817,9 mil se autodeclararam índios no quesito cor ou raça e 78,9 mil, embora se declarassem de outra cor ou raça, principalmente parda (67,5%), se consideram indígenas pelas tradições e costumes.
Entre 2000 e 2010, a proporção de indígenas entre 0 a 14 anos de idade passou de 32,6% para 36,2%, enquanto o grupo etário de 15 a 64 anos de idade foi de 61,6% para 58,2%. Em 2010, metade da população indígena tinha até 22,1 anos de idade. Nas terras indígenas, o índice foi de 17,4 anos e, fora delas, 29,2 anos.






Ministério doa obras a museus



Todas as obras de arte do acervo do Ministério do Meio Ambiente serão doadas a museus brasileiros. O anúncio foi feito pela ministra Izabella Teixeira, na inauguração das exposições Portinari e os Painéis da Capela Mayrink e Quando o Brasil Amanhecia, no Museu Nacional de Belas Artes (RJ), com obras doadas pelo Instituto Chico Mendes e pelo Ministério da Cultura.

Fonte: OPOVO

terça-feira, 23 de abril de 2013

Museu da Língua Portuguesa lança programa educativo


Objetivo é promover a troca de experiências e projetos bem sucedidos entre os museus brasileiros

Fonte: Blog Fatos e Dados

O Museu da Língua Portuguesa inicia neste mês as atividades do Centro de Referência em Educação em Museus, um novo e importante programa do Núcleo Educativo. O centro vai promover a troca de experiências e projetos bem sucedidos entre os museus brasileiros e seus educadores.



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O Centro de Referência tem como objetivo tornar-se um suporte permanente, capaz de mapear projetos e iniciativas e auxiliar na formação continuada e na profissionalização de quem atua como mediador cultural.




A cada semestre, o Museu da Língua Portuguesa convidará três profissionais responsáveis por um projeto de excelência para uma convivência de três dias. Por meio de palestras, os profissionais vão apresentar seus projetos e ações, transmitindo suas experiências e os resultados alcançados.



Com este projeto, o museu e a Secretaria da Cultura pretendem oferecer mais um serviço aos profissionais da área e promover a valorização dos serviços educativos dos museus. A primeira atividade do Centro tem como convidado Ronaldo Alves de Oliveira, diretor do Museu Casa de Guimarães Rosa, de Cordisburgo, Minas Gerais. As palestras serão de 24 a 26 de abril.

"CineArt" oferece ao público filmes e debates no Museu Histórico do Pará

Fonte: Diário Online

O Museu Histórico do Estado do Pará (MHEP) e o Museu da Imagem e do Som (MIS) firmaram uma parceria para resgatar filmes e produções paraenses, e criar um espaço para debate, interatividade e intercâmbio entre pessoas ligadas à produção cinematográfica. Trata-se do CineArt, que será inaugurado nesta terça-feira (23), às 19 h, no Salão das Artes do MHEP, com a exibição do filme “O Descobrimento do Brasil (1937)”, de Humberto Mauro.
Sérgio Melo, diretor do MHEP, informou que o projeto surgiu a partir da necessidade de difundir o rico acervo de filmes preservados pelo MIS no Pará. Para ampliar o alcance do projeto, a cada programação haverá debates sobre a obra apresentada. Na inauguração, Ana Lobato, coordenadora do Curso de Cinematografia da Universidade Federal do Pará (UFPA), é a convidada especial para debater o filme com o público.
“Pelo menos uma vez por mês traremos pessoas ligadas à área para interagir com a plateia, debatendo com os interessados em conhecer mais a obra. Será um momento em que poderão fazer perguntas, dar opiniões, e também ficar mais atentos aos trabalhos cinematográficos desenvolvidos na nossa região. É um momento de aproximação entre o produtor e a plateia”, explicou Sérgio Melo, ressaltando que esta iniciativa visa tornar o espaço mais democrático, de acordo com as ações do governo do Estado, que por meio do Sistema Integrado de Museus (SIM) busca compartilhar, interagir e integrar as ações e iniciativas do sete museus que compõem o Sistema.
Homenagem - Segundo ele, o nome “CineArt” é uma alusão a um antigo cinema que funcionou em Belém nos anos 1960. “Eram 14 casas de projeção em Belém, e o CineArt era uma delas. Infelizmente, com a televisão e toda a comodidade das tecnologias, nós perdemos esse cinema, que era muito frequentado na época. Como iremos apresentar uma acervo de filmes antigos, escolhemos esse nome para fazer a homenagem, e também um resgate dos muitos filmes que eram apresentados no CineArt”, disse ele.
Sérgio Melo informou que o MIS tem um acervo muito diversificado em produções cinematográficas, incluindo muitas produzidas no Pará. Porém, falta sala de projeção para exibir esses filmes. Por meio do Sistema Integrado de Museus, já foi adquirida uma tela de projeção de películas. “É uma tela com cinco metros de largura por quatro metros de altura. Serão projetadas películas de cinema como antigamente, e funcionará na Sala das Artes do MHEP, onde acontecem as mais variadas manifestações artísticas, além de ser uma sala bastante confortável”, acrescentou o diretor do MHEP.
Documentário – “O Descobrimento do Brasil” é um filme do cineasta brasileiro Humberto Mauro, realizado em 1936, com trilha sonora de Heitor Villa-Lobos. Em forma de documentário, narrado com textos extraídos da Carta de Pero Vaz de Caminha, conta a chegada da frota portuguesa às costas brasileiras, em 1500. Para a cena da primeira missa no Brasil, Humberto Mauro tentou reproduzir fielmente o famoso quadro de Victor Meirelles. A obra representou o Brasil no Festival de Veneza em 1938.
Sérgio Melo disse que o filme foi escolhido por ser abril o mês do Descobrimento do Brasil. “Muitas pessoas nem devem perceber a data. Por isso fizemos esse resgate, para refletirmos de uma forma ampla sobre o fato”, acrescentou.
Serviço: Inauguração do “CineArt”, na Sala das Artes do MHEP. Dia 23 (terça-feira), a partir das 19 h. O MHEP funciona no Palácio Lauro Sodré (Praça Dom Pedro II, s/n, bairro Cidade Velha). Entrada franca.

Texto:

Pablo Almeida - Secom

Falta de investimento em segurança ajuda em roubos de museus no Brasil Mais de 100 peças valiosas já foram roubadas. Somente 16% dos museus brasileiros possuem circuito interno de vigilância.


Fonte: Correio de Uberlândia



Um patrimônio que é de todos nós está ameaçado: mais de 100 peças valiosas já foram roubadas de museus brasileiros, onde falta de investimento em segurança.

Os envelopes chegaram pelo correio. Dentro, vinha um tesouro: fotos e documentos preciosos que mostram o Rio de Janeiro bombardeado em 1893 e a extraordinária transformação da capital do país na época. “Desde a abertura da Presidente Vargas à construção de vários túneis pela cidade nesse período”, afirma a diretora do Arquivo da Cidade, Beatriz Kushnir.
Um bilhete dizia que tudo fora comprado em leilões, mas, segundo a diretora, é material roubado do Arquivo da Cidade. Os objetos devolvidos estavam sumidos desde 2006. “Isso que chegou é uma parcela muito pequena do que desapareceu”, diz Beatriz.
O fato curioso chamou atenção para o problema que atinge muitos museus e instituições culturais do Brasil: o roubo e o furto de documentos e objetos históricos. Quadros, fotografias e imagens de santos, desapareceram em Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo, Paraná.
Um dos roubos mais espantosos foi de quadros de Picasso, Monet e Salvador Dali, no Museu Chácara do Céu, no Rio de Janeiro, há sete anos.
O caso mais recente também aconteceu no Rio, no Museu da República: o furto da caneta de ouro cravejada de brilhantes que pertenceu ao presidente Afonso Pena. “Devia já ter estudado, devia ter visto que não existem câmeras de segurança”, afirma a museóloga Magaly Cabral.
Magaly mandou fechar o andar onde o ladrão agiu e diz que só o reabrirá se conseguir mais guardas. “Eu já fui avisada que vou poder aumentar o contrato em 25%. Vou ganhar mais 7 guardetes, e isso ajuda”, afirma.
Mais guardas apenas não resolvem. Museus como o da República também precisam de câmeras de segurança, mas enfrentam o mesmo problema: a falta de verbas.
Somente 16% dos museus brasileiros possuem circuito interno de vigilância, informa o Ibram, que reconhece a necessidade de mais investimentos para proteger o patrimônio.
“O Ibram estabeleceu um programa interno, que vai ser lançado em maio, para alertar os gestores sobre as questões mais importantes no campo dos riscos e na questão da segurança”, afirma Cícero de Almeida.
O Ministério da Cultura informou que investiu em seus principais museus, mais de R$ 20 milhões em 2012, valor 15% maior que no ano anterior.


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Prefeitura de Manaus apresenta projeto de requalificação do centro nesta semana Prefeitura espera aval do Iphan para começar o trabalho na região, que é tombada pelo patrimônio histórico da União



O projeto que reestruturará o Centro da cidade deve ser divulgado  no final desta semana pela Secretaria Municipal Extraordinária de Requalificação do Centro de Manaus (Semex). O trabalho  precisa ser aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e foi submetido à autarquia  há duas semanas.
A Semex trabalha com a hipótese do Iphan devolver o projeto sem recomendações de alterações para que o mesmo seja implantado o mais breve possível. No entanto, caso algum item tenha que ser alterado a pasta estima que o procedimento será feito com rapidez.  A ideia era apresentar o projeto na última semana, mas o prazo acabou sendo estendido.
A Semex prefere manter em sigilo o conteúdo do projeto para evitar especulações e só divulgará as informações quando houver o aval do Iphan. O projeto depende da autarquia porque o Centro histórico é tombado e os prédios, bem como, praças e outros logradouros não podem sofrer intervenções que modifiquem  o aspecto original.
A prefeitura  remeteu o projeto ao Iphan, entre outros aspectos, justamente para evitar conflitos posteriores começando obras que poderiam ser embargadas posteriormente.
Enquanto o projeto que terá abrangência maior não é divulgado, a Semex segue a meta de recuperar o Centro com ações pontuais. A mais recente foi à recuperação do Relógio Municipal, localizado na praça da Matriz. O entorno do monumento estava tomado por barracas de comida e atividades de camelôs que foram retirados do local.
O relógio recebeu limpeza pintura e manutenção. A ação não faz parte do projeto submetido ao Iphan, mas do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC), também conhecido como PAC Cidades Históricas. Só para Manaus estão destinados mais de R$ 33.681 milhões para restaurar prédios públicos tombados pelo Patrimônio Histórico Nacional. O PAC Cidades históricas prevê R$ 1 bilhão para a restauração de monumentos e edificações de uso público consideradas de primeiro grau e mais R$ 300 milhões para o financiamento e recuperação de imóveis privados de segundo grau. No total, 44 cidades foram selecionadas no país, sendo que a capital amazonense é a única do Norte beneficiada pelo programa.
Ameaças a secretário tem mistério
Nesta quarta-feira (17) fará um mês que o prefeito de Manaus, Artur Neto, denunciou a Polícia Federal a atuação das máfias chinesa, coreana e peruana na exploração ilegal de bancas de camelôs no Centro. Na ocasião, ele também pediu proteção da PF para o titular da Secretaria Extraordinária para Requalificação do Centro de Manaus (Semex), Rafael Lemos Assayag, que segundo Artur, estava  sendo ameaçado de morte pelas máfias por tentar organizar o Centro da cidade.
Questionada nessa segunda-feira(15), sobre as ameaças, a Semex esclareceu que prefere não se manifestar sobre o assunto. Contudo, fontes ligadas a secretaria disseram que desde que o assunto se tornou público, e principalmente, com a atuação da Polícia Federal, as ameaças contra Assayag pararam.

terça-feira, 16 de abril de 2013

DF: encontro reúne 700 líderes indígenas para discutir ameaças

Fonte: DCI

Preocupados com as propostas legislativas e do Poder Executivo que, a seu ver, constituem uma ameaça contra os direitos indígenas, representantes de povos de diversas etnias estão reunidos em Brasília, onde, entre esta segunda e a próxima sexta-feira, ocorre o Abril Indígena. A expectativa é reunir 700 líderes indígenas ao longo da semana. Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), organização não governamental (ONG) ligada à Igreja Católica, o encontro é um dos mais importantes eventos anuais do segmento.
Este ano, a preocupação é chamar a atenção da sociedade para propostas em andamento no Congresso e que podem ameaçar direitos indígenas fundamentais, como a proposta de emenda à Constituição (PEC) que pretende transferir para o Congresso Nacional a palavra final sobre a demarcação de terras indígenas, quilombolas e de áreas de conservação ambiental.
Na última quarta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou a criação de uma comissão especial para avaliar a PEC 215/2000, que trata do assunto. Para o movimento indigenista, a iniciativa é um retrocesso em relação aos direitos indígenas porque possibilita a revisão de demarcações de terras indígenas já homologadas. Outras proposições que, segundo o Cimi, prejudicam os povos indígenas são o Projeto de Lei (PL) 1610, de 1996, que aprova a exploração de recursos minerais em terras indígenas e a PEC 237, deste ano, que torna possível a concessão de terras indígenas a produtores rurais.
O movimento indigenista também tem manifestado preocupação em relação a iniciativas do Poder Executivo, como a publicação do Decreto 7.957, em março deste ano. Além de regulamentar a atuação das Forças Armadas na proteção ambiental, o decreto cria o Gabinete Permanente de Gestão Integrada para a Proteção do Meio Ambiente, responsável por "integrar e articular as ações preventivas e repressivas dos órgãos e entidades federais em relação aos crimes e infrações ambientais na Amazônia Legal".
"Na prática, esse decreto significa a criação de um instrumento estatal para a repressão militarizada de toda e qualquer ação de comunidades tradicionais e povos indígenas que se posicionem contra empreendimentos que impactem seus territórios", avaliou o Cimi, em nota.
A organização também aponta como prejudicial aos interesses indígenas a Portaria Interministerial 419/11, que regulamenta a atuação da Fundação Nacional do Índio (Funai), da Fundação Cultural Palmares, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Ministério da Saúde e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) durante os processos de licenciamento ambiental de empreendimentos que possam causar interferências em terras indígenas, quilombolas ou áreas ou regiões de risco ou endêmicas para malária.