sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Haddad veta umbanda como patrimônio imaterial de SP

www.minhaumbanda.com.br


O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), vetou nesta terça-feira, 17, o projeto de lei que tornava a umbanda patrimônio imaterial de São Paulo. A proposta, assinada por 18 dos 55 vereadores paulistanos, "não pode ser tratado por meio de lei própria, vez que a declaração de um bem como patrimônio imaterial reveste-se de aspectos que extrapolam critérios exclusivamente políticos, técnicos ou jurídicos", segundo a justificativa do veto feita pelo prefeito.
O projeto aprovado em duas votações no Legislativo foi liderado pelo vereador Laércio Benko (PHS), umbandista que costuma defender as religiões de "matrizes africanas" em seus discursos no plenário do Palácio Anchieta. Para Haddad, porém, "para que a umbanda possa ser declarada patrimônio cultural imaterial paulistano, é necessário ser a proposta correspondente submetida a criterioso estudo técnico, envolvendo equipe multidisciplinar, formada inclusive por historiadores e antropólogos, o que só pode ser realizado por meio do procedimento administrativo" dentro da Secretaria Municipal de Cultura.
O único patrimônio cultural imaterial de São Paulo continua sendo a Casa Godinho, inaugurada em 1888 no centro de São Paulo. A decisão foi tomada após dois anos de estudos dentro do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico (Conpresp), cuja avaliação foi de que a Casa Godinho "ainda mantém o sistema de atendimento ao cliente no balcão, direto e pessoal, característico dos antigos empórios de secos e molhados".
Na fila para ganhar o mesmo status da Casa Godinho estão o sotaque da Mooca e a Festa de San Genaro - os pedidos para se tornarem bens imateriais seguem sob análise do órgão municipal.
Ao vetar a umbanda como bem imaterial paulistano, o prefeito também citou que a religião tem o 15 de novembro como data comemorada anualmente no calendário oficial da cidade como Dia da Umbanda e do Umbandista.

Fonte: Estadão


Paróquia promove programação especial para Cosme e Damião

Fonte: Linhas Liricas

A Paróquia Santos Cosme e Damião em Salvador promove para esta sexta-feira, 27 de setembro, data dedicada aos gêmeos, uma série de ações para homenageá-los.
O dia festivo começou com uma alvorada de fogos às 5h. Missas são celebradas às 6h, 7h, 8h30, 10h, 12h e 15h30. Às 14h ocorre um grande louvor. A programação é encerrada com uma procissão, às 17h, saindo da Estrada da Liberdade até a Lapinha. Uma missa solene é realizada às 18h pelo padre Cícero Dione de Oliveira.
No dia seguinte, sábado (28), as homenagens continuam com uma série de celebrações musicais. Das 8h às 14h, ocorre a adoração ao santíssimo. Das 14h às 15h, o louvo é conduzido pela banda Trinidad. Das 15h às 17h, quem assume são os grupos Salette e Sapo. A partir das 17h, o frei Arenilton Vilarindo conduz uma celebração.

Ibejis
Para os adeptos do candomblé, São Cosme e São Damião são os Ibejis. “Nosso sincretismo começou ainda na época da colonização, quando os escravos eram obrigados a seguir a religião católica. Com inteligência, eles olhavam para as imagens de santos católicos, mas, na verdade, estavam cultuando seus santos e orixás”, afirma o padre Josevaldo Nascimento.
Ainda segundo o religioso, “há um esforço dos adeptos do catolicismo, e também daqueles que cultivam a religião africana, em deixar claro para as pessoas que se trata de cultos diferentes”. Essa diferença é explicada por Tânia Bispo, Maiê [segunda pessoa na hierarquia] da Casa de Oxumarê [Ilé Axé Oxumarê], um dos principais terreiros da capital, tombado como patrimônio material e imaterial da Bahia.
Segundo ela, a história do Ibeji fala de uma mãe que teve problemas na gravidez de gêmeos e chegou a ter dúvidas se os filhos nasceriam com saúde. “Ela fez uma promessa a Oxum, que, se os filhos nascessem, seria doado uma comida de axé, que é o nosso caruru completo, que, além do caruru, tem cana de açúcar, feijão fradinho, pipoca, milho, ovo, farofa, vatapá, frango, abóbora, banana frita, rapadura, abará e acarajé”, descreve.
Em relação aos doces e balas que são doados às crianças, tradição da festa, a religiosa explica que, como o Ibeji é considerado o representante das crianças e dos doentes e pelo fato de que essas iguarias são apreciadas pelos "pequenos", elas fazem parte da lista de doações.
“É louvável que vivamos em paz entre as religiões e, enquanto católicos, nós consideramos a validade da religião de nossos irmãos africanos enquanto um sistema de fé, mas, tanto nós, quanto os adeptos sérios do candomblé, fazem questão de distinguir os dois campos como sendo de crenças distintas”, retrata o pároco.

Fonte: G1

Poluição da Pampulha é empecilho para título de Patrimônio Cultural da Humanidade

Foto: Estado de Minas

A Organização para a Educação, a Ciência e a Cultura das Nações Unidas (Unesco) alerta para dois entraves na candidatura do Complexo Arquitetônico da Pampulha a Patrimônio Cultural da Humanidade. O primeiro passo, segundo o diretor da Unidade Sítios do Centro Internacional para o Estudo e a Preservação do Patrimônio Cultural (Iccrom), Joseph King, é despoluir a lagoa, centro da obra do arquiteto Oscar Niemeyer. O desafio seguinte é encontrar fortes argumentos que convençam os avaliadores do órgão sobre a importância do complexo. “A lagoa parece ser o foco da obra. Entre os critérios do avaliadores está a integridade. A poluição indica que a lagoa está sofrendo com o desenvolvimento urbano”, diz King, que auxilia o Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco e veio ao Brasil para participar de conferências sobre conservação dos patrimônios mundiais. 

A última análise da qualidade da água da Bacia da Pampulha, feita pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) no primeiro trimestre, mostrou que ela alcançou o pior índice de poluição desde 2007. Segundo o relatório, as principais causas de degradação ambiental são os lançamentos de esgotos domésticos e industriais. A expectativa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente é de que a empresa responsável pela limpeza da lagoa seja escolhida ainda este mês. Já a dragagem, processo que possibilitará o desassoreamento, está em fase de testes. “A melhoria da qualidade da lagoa faz parte dos requisitos para que o patrimônio seja reconhecido. Cerca de 30% da bacia ainda está em processo de ocupação, com abertura de novos loteamentos e empreendimentos”, conta o gerente de Planejamento e Monitoramento Ambiental da secretaria, Weber Coutinho. A Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) informou que não há previsão para o início dos trabalhos.

Está prevista também a restauração de alguns imóveis, como o antigo cassino, que hoje abriga o Museu de Arte da Pampulha, e a Igreja de São Francisco de Assis, que foi reformada há apenas oito anos e já está com rachaduras visíveis. As reformas serão feitas com recursos liberados pelo governo federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas.

RESIDENCIAL 

Ao ser questionado sobre as chances de a Pampulha ser escolhida pela Unesco, King foi categórico ao afirmar que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a prefeitura terão que se empenhar para convencer os avaliadores de que BH tem algo a mais que o projeto de Brasília, já eleita Patrimônio Mundial. “Niemeyer é um gênio, não há dúvidas. Mas é preciso mostrar por que a Pampulha é diferente. Com certeza, haverá comparações entres os dois e com outros trabalhos similares pelo mundo”, explica. “Brasília é uma escala diferente, é a capital de um grande país, com espaços abertos. A lagoa é mais residencial”, completa.

A diretora de Políticas Museológicas da Fundação Municipal de Cultura e coordenadora da Comissão Executiva do Programa Pampulha Patrimônio da Humanidade, Luciana Rocha Feres, confirmou que os critérios da Unesco serão levados em conta na produção do documento. O Iphan disse que usará o argumento de que a Pampulha é a obra seminal do arquiteto brasileiro, o conjunto que inaugura a arquitetura moderna do país. Segundo a superintendente regional do órgão em Minas Gerais, Michele Arroyo, Brasília surgiu graças aos experimentos feitos em Belo Horizonte, com a inserção de elementos nacionais e locais, o que provocou uma discussão sobre a modernidade. “Brasília não foi tombada como arquitetura do Niemeyer. A Pampulha inaugura uma nova arquitetura, um fazer brasileiro em relação ao barroco mineiro. Para a compreensão de Brasília e da história da arquitetura, a Pampulha é a chave”, conta. O dossiê com a justificativa deve ser entregue e analisado pela Unesco em 2015.

Conservação
Três dos nove sítios de patrimônio mundial do Brasil estão em Minas. No entanto, Ouro Preto, Diamantina e Congonhas sofrem com o desenvolvimento desenfreado. Joseph King conduz projetos de capacitação para conservação em vários países e diz que a solução é encontrar um equilíbrio entre o crescimento urbano e seus bens históricos e culturais. Luiz Souza, coordenador do Laboratório de Ciência da Conservação da UFMG, ressalta que as universidades são as melhores ferramentas para compreender o impacto sofrido pelos patrimônios.

Fonte: em.com.br

domingo, 8 de setembro de 2013

Rede LGBT de Memória e Museologia Social



A Rede LGBT de Memória e Museologia Social foi criada no dia 22 de novembro de 2012 durante o V Fórum Nacional de Museus na cidade de Petrópolis-RJ . Tal iniciativa tem como objetivo de mapear, identificar, registrar, salvaguardar, fomentar, promover, comunicar a memória e a história da comunidade LGBT.

Boletim Informativo 1 da Rede LGBT de Memória e Museologia Social


Mapeamento dos Colaboradores da Rede LGBT de Memória e Museologia Social


Blog da Rede LGBT em Memória e Museologia Social [ Em Contrução]


Rede LGBT de Memória e Museologia Social
redememorialgbt@gmail.com

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Lançamento do Livro Gestão de museus, um desafio contemporâneo: diagnóstico museológico e planejamento

Livro: Gestão de museus, um desafio contemporâneo:  diagnóstico museológico e planejamento


Autora: Manuelina Maria Duarte Cândido

Editora Medianiz


Livro: Gestão de museus, um desafio contemporâneo: diagnóstico museológico e planejamento

Editora Medianiz

Um dos grandes desafios da Museologia contemporânea é a gestão de museus e, pensando nela, a elaboração de um diagnóstico adequado ao planejamento é fundamental. Com essa afirmação e experiência na área, a professora Manuelina Maria Duarte Cândido apresenta, em Gestão de museus, um desafio contemporâneo: diagnóstico museológico e planejamento, os resultados da força do diagnóstico museológico como um instrumento necessário à qualificação dos museus. Seu ponto de partida é a reflexão sobre a conexão profunda entre teoria e a prática na gestão de museus, concluindo que os desafios maiores são a sistematização dos diagnósticos para a gestão e o planejamento; o desvendamento do possível descompasso entre teoria museológica e as práticas nos museus; e a dificuldade em fixar os mesmos parâmetros diagnósticos para instituições tão diferentes.

Na circunstância em que os museus brasileiros se preparam para atender ao Estatuto de Museus, e a elaboração de seus planos museológicos até 2014, é muito oportuna a indicação das diretrizes trazidas no livro Gestão de museus, um desafio contemporâneo: diagnóstico museológico e planejamento. Organizado em cinco capítulos, nele o leitor encontrará a trajetória dos museus e da Museologia, exemplos de avaliações museológicas, vasta bibliografia, um rico levantamento de diagnósticos feitos em diversas instituições e uma matriz para ser aplicada nos diagnósticos museológicos e planejamentos institucionais.

Lançamento e autógrafos:
Rio de Janeiro - 23ª Conferência Geral do ICOM (10 a 17/8) - dia 12/8, às 12h30
São Paulo - I SINPEM (2 a 5/9) - dia 2/9, às 19h, na Pinacoteca de São Paulo
www.medianiz.com.br contato@medianiz.com.br


Fonte: Editora Medianiz

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Resposta do IBRAM aos Estudantes



Olá Amig@s,


Segue em o link que está disponibilizado a carta resposta do Presidente do IBRAM Ângelo Oswaldo, abaixo o corpo da mensagem.
Peço que postem seus comentários.

Aproveitamos para agradecer os estudantes Jorge Martins e Tony Boita que se empenharam em conseguir pautas dos estudantes de todo o Brasil.
As Museólogas Marijara Queiroz e Ana Karina Rocha, que estimularam e de alguma forma nos protegeram de retaliações.
Aos colegas Thomás Nizzo e Fumiko Kanegae que protocolaram a carta em Brasília.
Aos DA's e CA's da UNIRIO, UFOP, UFRB, UFBa e a Executiva Nacional dos Estudantes de Museologia - EXNEMU que enviaram suas reivindicações.



---------- Mensagem encaminhada ----------
De: PRESIDENCIA 
Data: 25 de julho de 2013 10:17
Assunto: 
Para: "museologiabrasil@gmail.com"
Cc: "nizzio@gmail.com" , "fukanegae@gmail.com"

Prezados, encaminho em anexo, cópia digitalizada do Ofício Nº 369/2013/PRES/IBRAM, que versa sobre a resposta do Presidente deste Instituto, Sr. Angelo Oswaldo de Araújo Santos acerca das reivindicações feitas pelos estudantes e entidades estudantis museológicas e encaminhadas para este Instituto e para o Ministério da Cultura.

Solicito acusarem o recebimento.

Com os meus cumprimentos e sempre à disposição.

Att,


cid:image001.jpg@01CCE577.B75F3240

Angelo Oswaldo de Araújo Santos
Presidente
    

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Carta do Encontro Estadual dos Estudantes de Museologia do RS



No Encontro Estadual de Estudantes de Museologia do Rio Grande do Sul, ocorrido durante os dias 07, 08,09 e 10 de junho de 2013 na Casa de Cultura Mário Quintana, reuniram-se: a) estudantes de Museologia, Biblioteconomia, História, Direito, Letras, Engenharia da Computação e Artes Visuais da UFPEL, UFRGS, FURG e UFSM, bem como articuladores de coletivos estudantis de estudantes negros e LGBTs; b) membros da Rede de Pontos de Memória de Memória e Iniciativas Comunitárias do RS e representantes do Ponto de Memória da Lomba do Pinheiro, Ponto de Memória Missioneira, Ponto de Memória Vila União, Hohendorff e Parque Itapema e Museu Comunitário Treze de Maio; c)Rede de Educadores em Museus do RS; d) representantes do Conselho Regional de Museologia 3R e do Sistema Estadual de Museus do RS; e) museólog@s, profissionais de museus e militantes de movimentos sociais. Em conjunto, deliberam em coletivo:
 Constatamos a fragilidade no engajamento e participação da museologia, dos museus e das políticas que cercam esse segmento. Diante deste conjunto tão diversificado podemos notar que os estudantes e professores de museologia do estado do Rio Grande do Sul se fizeram minoria durante o encontro, esta falta de articulação é refletida no atual cenário dos museus e da museologia no estado do Rio Grande do Sul.
 Observou-se ao longo dos relatos a total falta de infraestrutura que o COREM 3° região atravessa, o que enfraquece o Conselho e gera consequências diretas no campo museológico e dos museus ; Atualmente, o COREM funciona através de um esforço extremo de uma gestão prolongada que passa por problemas em sua renovação pela falta de participação dos museólogos e das instituições museológicas que cotidianamente o negligenciam. O que é muito preocupante, pois, este é o órgão fiscalizador que pode promover garantias de manutenção e desenvolvimento dos museus, da formação e da profissão.
 Compreendemos que somente através da unificação dos discursos e da união das forças de professores, estudantes e profissionais conseguiremos estabelecer uma representatividade que tenha voz frente a esfera pública e privada no que diz respeito aos direitos dos museólogos, como:
 Abertura de concurso público nas esferas estadual, municipal e federal;
 Um basta na precarização da execução do trabalho que é de competência do museólogo e melhoria na infraestrutura dos museus;
 Garantias de provimento e plano de carreira aos museólogos e profissionais de museus nas instituições museológicas;
 Ampliação e qualificação dos trabalhadores, técnicos e profissionais dos museus.
 Manifestamos através deste documento total apoio aos estudantes do curso de museologia da UFSC que demonstra o total descaso e falta de comprometimento dos órgãos responsáveis por
garantir uma formação de qualidade aos estudantes de todo o Brasil. Este caso é um dos extremos, entretanto, não é o único que possui dificuldades como:
 Necessidade de professores qualificados a ministrar as disciplinas;
 Revisão das estruturas físicas e materiais, como de laboratórios e salas;
 Revisão do plano político- pedagógico;
 Fiscalização e transparência dos recursos, e da aplicação do Programa REUNI;
 Fiscalização e transparência da disposição de vagas para docentes e técnicos;
 Considerando o grande número de iniciativas comunitárias em memória e museologia social no Estado do Rio Grande do Sul, solicitamos ao Sistema Estadual de Museus, Secretaria de Cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Sul e Governos Municipais uma atenção especial nestes processos comunitários, bem como, incentivo, promoção e fomento destas iniciativas. Nesse sentido, solicitamos uma audiência com o Secretário de Cultura do RS.
 Uma vez que a museologia social não está contemplada na programação do 13° FORUM Estadual dos Museus, que iniciará o debate do plano estadual setorial de museus que se realizara durante os dias 11, 12 e 13 de junho de 2013, solicita-se ao Sistema Estadual de Museus uma preocupação mais atenta com a geração do espaço específico para este debate.
 Exigimos por intermédio deste documento um posicionamento conforme suas especificidades de atuação do Sistema Estadual de Museus do Rio Grande do Sul, Rede de professores de museologia, dos coordenadores dos cursos de museologia do estado do Rio Grande do Sul frente a estas demandas de caráter emergencial. Também reiteramos a necessidade da participação conjunta de todos os estudantes do curso de museologia do estado para continuarmos nossa construção.
 Por fim, reiteramos os laços solidários estabelecidos desde o V Fórum Nacional de Museus entre estudantes de museologia e áreas afins, movimentos sociais, Pontos de Memória, Redes e outros manifestações de profissionais de museus preocupados com o desenvolvimento da museologia social no Brasil e no RS.

Porto Alegre, 09 de junho de 2013.

Integrantes do Encontro Regional de Estudantes de Museologia do RS

terça-feira, 28 de maio de 2013

Campinas Abrigará o Museu do Transporte Brasileiro

BLOG Professor Caverna



Um projeto grandioso, que reúne assinaturas de renome em arquitetura e museologia e que tem agora o desafio de arrecadar os recursos necessários para cumprir o cronograma previsto: estar pronto e à disposição do público em dois anos.
O Museu Brasileiro do Transporte prevê de 18 a 20 meses de trabalho intenso até sua conclusão. A criação e implantação do Museu Brasileiro do Transporte está a cargo da FuMtran, Fundação Memória do Transporte, entidade configurada como OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), ligada ao sistema CNT- Confederação Nacional do Transporte.

“Comprometido em levar informação e cultura para a sociedade, um museu é um forte pilar da educação em qualquer comunidade onde esteja presente. Assim como as artes e a literatura, um museu tem o papel de expressar uma cultura e contribuir para disseminar o que uma sociedade construiu ao longo do tempo”, destaca Elza Lúcia Panzan, presidente da FuMtran e gestora do projeto.

O Museu Brasileiro do Transporte nasce com essa missão. Pensado sob a luz do conhecimento e a partir da união dos maiores talentos em museologia, cenografia, história, arquitetura, marketing e gestão do mercado nacional. Único e sustentável, o Museu quer ser um espaço que traduza a complexidade e a riqueza de um setor visceral à economia nacional, o transporte.

O Museu Brasileiro do transporte será construído às margens da Rodovia Dom Pedro I, em Campinas (SP), atenderá a região, São Paulo e demais Estados e é privilegiada, pois está próxima de grandes rodovias, aeroportos e centros regionais do Estado. Para que a primeira fase do projeto ganhe fôlego e seja concluída em seis meses, são necessários cerca de R$ 17 milhões. A conclusão integral do projeto exigirá investimento de R$ 90 milhões, com captação a ser feita junto ao BNDES e com o apoio da iniciativa privada.

Projeto é aprovado na Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, e já
pode captar recursos para primeira fase
Na última reunião da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), realizada em abril, foi aprovado o Projeto de construção do Museu Brasileiro do Transporte nos moldes da Lei Rouanet, lei federal de incentivo à cultura, sob a gestão do Ministério da Cultura. A aprovação pelo MinC é um certificado da qualidade do projeto e um aval aos patrocinadores interessados em alinhar sua marca a um grande e relevante Museu, utilizando parte de seu imposto de renda.

Com isso, o sonho caminha para tornar-se realidade. A partir de agora, pode-se dar início à captação de recursos junto a patrocinadores. Pessoas jurídicas, que poderão direcionar até 4% de seu IR devido à cultura; e pessoas físicas, com 6%; para a execução da primeira fase do projeto de construção e implantação do Museu Brasileiro do Transporte. Esta etapa, com orçamento aprovado da ordem de R$ 10 milhões, permitirá a execução de todos os projetos preliminares de arquitetura e engenharia, a limpeza e preparação do terreno (terraplanagem), montagem do canteiro de obras, obtenção dos alvarás e licenças necessárias à obra, administração, segurança, além da pré-produção de toda a dinâmica de exposição de suas obras (museologia, expografia e museografia). O Museu adotará um modelo inédito de exposição, com a interatividade das obras expostas com o público frequentador, por meio de recursos de multimídia de alta tecnologia. Valorizando a acessibilidade do público em todas as suas dependências, na parte externa haverá um moderno projeto de paisagismo e com total conforto para receber os futuros frequentadores. Também adotará as atuais normas de sustentabilidade e certificação, com valorização e preservação do meio ambiente de seu entorno. O período para execução dessa primeira fase será de 24 meses - de junho de 2013 a maio de 2015.

As fases seguintes serão objeto de novos projetos que serão submetidos oportunamente ao MinC. O Museu será erguido em terreno próprio da Fundação Memória do Transporte – FuMtran, com quase 19 mil metros quadrados, às margens da rodovia Dom Pedro I – km 143, na cidade de Campinas (SP), próximo a importantes rodovias da malha viária do Estado de São Paulo .

Conceito arquitetônico leva em conta ideia de movimento
Criar um espaço único, onde as pessoas possam vivenciar o transporte de maneira interativa, em uma experiência ímpar. Um ambiente limpo, onde a modernidade se expressa nas formas, impactando o visitante, sem roubar o brilho do próprio Museu Brasileiro do Transporte. Ao escritório Athié/Wohnrath coube a missão de desenvolver o conceito arquitetônico do novo museu. A proposta é uma obra que traduza toda a realidade do setor de transportes no Brasil em um terreno urbano, e ainda transformar parte desse espaço em um centro de convenções contemporâneo, flexível, voltado à comunidade, ao mercado e, conseqüentemente, ancorado em bases sustentáveis, de forma a tornar-se rentável. Aço, concreto e vidro conferem ao projeto elegância, força e transparência. O museu Brasileiro do Transporte será um espaço inteligente, moderno, democrático. Todos os aspectos do projeto foram pensados de forma a criar um conjunto que representará os elementos – Água, Terra e Ar, abrigando todos os modais do transporte – terrestre, aéreo, ferroviário e aquaviário.

Museologia - Extraordinariamente grande e complexo. Assim é o universo dos transportes no Brasil. A base para o desenvolvimento de um conceito de museologia é a pesquisa. A partir dela se aprofunda o olhar em aspectos históricos, sociais, culturais, estruturais e econômicos. Cada elemento precisa ser considerado e contextualizado para que se possa chegar a uma linguagem adequada e possa se escolher, então, a partir de que atributos se contará aquela história. Foi preciso elencar pilares dessa informação e organizá-la de forma que o conteúdo apresentado tenha valor, eduque, entusiasme, inspire e represente, com fidelidade, clareza e abrangência, o legado do transporte no Brasil. O desafio dessa etapa ficou para a arte3, escritório formado em que tem em seu currículo projetos como os predicados que o Museu do Transporte no Brasil exigirá: criatividade, contemporaneidade, tecnologia e, acima de tudo, respeito ao visitante.

À frente do conceito museológico, três fortes talentos desta área do país. Os profissionais da arte3, Pedro Mendes da Rocha, responsável pela cenografia -, e curadoria de Ana Helena Curti. Pedro Mendes da Rocha é arquiteto, autor dos projetos arquitetônicos do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, entre outros. Ana Helena Curti tem mais de 20 anos de experiência em assessoria e produção na área de marketing cultural. O conteúdo do Museu do Transporte no Brasil leva a assinatura do renomado professor Fabio Magalhães, museólogo e ex-curador-chefe do Museu de Arte de São Paulo (MASP). Magalhães integra os conselhos da Fundação Padre Anchieta, da Fundação Bienal de São Paulo.

Mais informações para a imprensa:
Di Fatto Central de Comunicação
(11) 5052-3004 – Ana Paula Ignacio – paula@difattocom.com.br
www.difattocom.com.br

quinta-feira, 9 de maio de 2013

A Profissionalização d@ Museólog@ e Museologia Social - Encontro Estadual dos Estudantes de Museologia do RS

Encontro Estadual dos Estudantes de Museologia do RS

Já Estão aberta as inscrições para o Encontro Estadual dos Estudantes de Museologia do RS com o tema A Profissionalização d@ Museólog@ e Museologia Social que irá debater a profissão de museólog@ frente a iniciativas comunitárias em memória e museologia social. 


Agora reflita: 
@Estudante/Museólog@ está apto a trabalhar com Museologia Social?

Os Museus Comunitários Necessitam de Museólogos?

@ Estudante/Museólog@ está apto a trabalhar com políticas públicas?


Inscrições gratuitas para comunicações dia 10, 11 e 12 de maio!


http://www.estudantesmuseologiars.blogspot.com.br/

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Problemas!

Fonte: jdieckmann.blogspot.com 
A expansão da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap) em novos projetos e cursos está extrapolando as suas sedes. A falta de espaço físico é um dos limitadores para que o curso superior em Museologia, aprovado em todas as instâncias, seja aberto. “Estamos aguardando um ‘sim’ para a contratação de três professores, porque todo o corpo docente restante nós temos, além de espaço físico para laboratórios”, diz a diretora da escola, Maria José Justino, que frisa ainda que existe um mercado de trabalho amplo para a área no país. “Há uma carência enorme de museólogos no Brasil e no Paraná. Temos três ou quatro profissionais com essa formação no estado.”
Recentemente, um dos professores da escola foi contemplado pela Fundação Araucária para instituir um laboratório de cor – a sala saiu, mas improvisada. “Estamos em uma situação precária. O patrimônio que a escola possui, como pianos e instrumentos caríssimos, está submetido a prédios sem nenhuma segurança.”

Fonte: Gazeta do Povo

Linguajar cuiabano vira patrimônio cultural


Fonte: Cuiabano Rede News

Linguajar e falar cuiabano, ou o ‘cuiabanês’, se tornou Patrimônio Imaterial de Mato Grosso. A Secretaria de Estado de Cultura (SEC) decretou no último dia 22 o registro da forma de expressão como parte das comemorações dos 265 anos do Estado.
Desde então, os fonemas, vocabulário e expressões características da Baixada Cuiabana são protegidos pelo poder público do risco de desaparecimento. A ação foi feita por meio de uma portaria da SEC, já publicada no Diário Oficial do Estado, que visa iniciativas para que a forma de representação cultural tão característica de Cuiabá não se perca no tempo.
A doutora e historiadora Thereza Martha Borges Presotti é professora de História de Mato Grosso na Universidade Federal de Mato Grosso e encarregada da equipe do Projeto Inventário do Patrimônio Imaterial de Mato Grosso. Ela explica que patrimônio cultural não são somente os monumentos e as obras de arte e sim tudo o que carrega a identidade de um povo. “As festas, músicas, danças, os folguedos, as comidas, os saberes, fazeres e falares ou o que é popularmente definido como a raiz de uma cultura.“
De acordo com o texto divulgado no Diário Oficial do Estado, o linguajar cuiabano faz parte da história de Cuiabá e do estado de Mato Grosso, porém tem caído em desuso por grande parte de seus habitantes, permanecendo vivo apenas com os povos mais antigos e moradores ribeirinhos, que buscam preservar a história do sotaque.
A historiadora explica que o “cuiabanês” surgiu através da mistura do português arcaico (trazido por imigrantes do norte de Portugal) com o idioma geral (Tupi-Guarani) em meados do século dezoito, o que criou a tendência cuiabana de trocar o “ão” ao fim das palavras por “on”, por exemplo.
Porém, com o passar dos anos e a constante migração de pessoas do Sul e Sudeste do país, o linguajar foi perdendo força e se tornando motivo de piada da parte dos migrantes. “Ainda hoje o sotaque é por vezes ridicularizado. Mas com o registro, as pessoas vão poder parar de ter vergonha e passar a dar mais valor a algo que define tão bem a cultura local.”
Desde o ano 2000 o decreto 3.551 do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) criou o Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI) e instituiu o Registro dos Bens Culturais de Natureza Imaterial. O PNPI viabiliza projetos de identificação, reconhecimento, salvaguarda e promoção da dimensão imaterial do patrimônio cultural. O “cuiabanês” se junta a outros patrimônios imateriais do estado como a arte de fazer a Viola-de-Cocho e o Cururu e Siriri.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Museologia Brasil de Cara Nova

Manto Tupinambá
 
 
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(Curta)

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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Um novo olhar sobre a história

Fonte: www.vanhoni.com.br


A criação de 13 cursos impulsionou a profissão no país. Os estudantes têm o desafio de trazer inovação para a área.


Por Marijara Queiroz

Entrevista realizada por Camilla Nyarady




A memória de um país e os principais fatos históricos que marcam a trajetória da nação dependem de alguém para contá-los. Em muitos casos, quem desempenha esse papel é o museólogo. Documentar, coletar, conservar, pesquisar e expor estão entre as funções tradicionais desse profissional, mas o campo de atuação não se limita a isso. As mudanças tecnológicas e sociais estão estimulando alterações também no meio, que se refletem na construção de museus interativos e daqueles voltados à comunidade local, para dar voz à população e ouvir os relatos de moradores. “É esse o caminho da museologia contemporânea: ver-se enquanto uma ciência humana capaz de potencializar os processos que acompanham o movimento da própria sociedade”, relata a professora substituta do curso de museologia da Universidade de Brasília (UnB) Marijara Queiroz. Ela e a estudante do segundo semestre do curso Camilla Nyarady se encontraram no Museu Nacional para conversar sobre a carreira.

Camilla faz parte do grupo de estudantes que se beneficiaram da ampliação da oferta de cursos de museologia no país. Há 10 anos, eram apenas dois, um na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e outro na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Depois da criação da política nacional para museus, foram abertos 13 novos cursos. O reconhecimento da profissão veio alguns anos antes, em 1984, com a Lei nº 7.287, mas continua fortalecendo o campo de atuação. O desafio dos próximos profissionais que entrarão para o mercado de trabalho, como a jovem estudante da UnB, será contribuir para consolidar a atuação dos museólogos e trazer inovação.

Camilla — Como está o mercado de trabalho em nível nacional? Existe carência de profissionais ?
Marijara — O campo de trabalho do profissional museólogo é vasto, sim, e, com o reconhecimento da profissão, amplia-se cada vez mais. Durante muitos anos, existiam apenas dois cursos de museologia no país, o que limitava o número de pessoas com formação específica na área. Isso fazia com que outros profissionais ocupassem o espaço do museólogo. Há pontos favoráveis e desfavoráveis nessa questão. O museólogo perdeu um pouco o espaço, mas, por outro lado, houve um enriquecimento do campo de atuação, pois se tornou uma área mais interdisciplinar. Nos últimos 10 anos, as políticas federais e estaduais, bem como a mobilização da classe, atribuíram maior reconhecimento para a profissão e proporcionaram a criação do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e de 13 cursos de museologia no país, além da oferta de concursos públicos que surgiram dos últimos cinco anos para cá. Dessa forma, pretendemos suprir a carência de museólogos, demarcar territórios de atuação e consolidar a profissão. É isso que se espera a partir da saída dos alunos dos novos cursos de museologia.

Camilla — A profissão ganhou força no país com a criação da política nacional para museus? 
Marijara — Sim. Essa política foi lançada em 2003, sob a gestão do ministro da Cultura Gilberto Gil. Nesses últimos 10 anos, os avanços foram significativos. Ela é, hoje, um instrumento de gestão que norteia as ações e as políticas museológicas de todo o campo. Claro que é preciso implementá-la de uma forma mais efetiva, monitorá-la e utilizá-la de fato enquanto ferramenta de gestão. Além disso, tem o Estatuto de Museus, que está prestes a ser regulamentado. O projeto está tramitando no Congresso Nacional. Mas, repito, é preciso ainda implementar e solidificar as políticas para o fortalecimento do campo.

Camilla — Quais são os possíveis caminhos que um estudante de museologia poderá seguir após a formação?
Marijara — Como campo interdisciplinar, a museologia oferece diversas possibilidades de atuação, seja nos museus, nos cursos de museologia ou em outros espaços educativos e culturais. Se pensarmos no museu como uma instituição que se ocupa de fazer recortes do mundo, nos deparamos com uma área que atua nos campos da arte, da história, da antropologia, da filosofia, das ciências naturais e exatas e outras tantas que atendem a diversidade de temas que o museu é capaz de abranger, com ou sem acervos materiais. Temos, hoje, exemplos de museus que não trabalham no universo do tangível, como é o caso do Museu da Língua Portuguesa, do Museu do Futebol e de tantos outros que têm aberto espaços para trazer diálogos. Ou seja, o caminho pode ser traçado a partir da área de conhecimento de maior interesse. Acho que o estudante é que tem que identificar a sua área e seu campo de interesse. Outra opção é determinar quais as áreas da museologia — técnicas ou políticas — em que o profissional tem mais afinidade, como exposições, educação, conservação, gestão de acervos, administração, elaboração e planejamento de políticas públicas para o setor. Mas o museólogo também deve estar aberto para as possibilidades e inovações, que estão cada vez mais diversificadas. Ao invés de se fechar na áreas que estão estabelecidas, essa nova geração de museólogos que está por vir tem condições de inovar e até de reinventar o campo da museologia, de uma forma mais contemporânea.

Camilla—Atualmente, a museologia social está na agenda de museólogos e governantes. Qual é a origem desse pensamento?
MarijaraA museologia social tem base na ideia de museus integrais, da década de 1970, e se afirmou a partir do Movimento Internacional para uma Nova Museologia, na década de 1980. Nos últimos 10 anos, ganhou mais visibilidade no campo museal brasileiro por conta das práticas sociais em comunidades, sobretudo nas tradicionais ou economicamente desfavorecidas, que têm alguma tensão social latente e que veem na possibilidade de preservação da memória e da história local uma oportunidade de firmar suas identidades e de marcar seus espaços. O programa Pontos da Memória é um exemplo desse processo, suas ações se dão na perspectiva de garantir o direito ao protagonismo social a essas pessoas da comunidade e fazer com que elas próprias contem suas narrativas e falem na primeira pessoa. A ideia é romper coma hegemonia do museu clássico, que, emgeral, conta a história da elite branca e dos economicamente mais favorecidos. Hoje, nós já temos experiências de museologia social consolidadas no país, como é o caso do Museu de Favela, no Rio de Janeiro, que é conhecido internacionalmente. Em Brasília, temos o museu da Estrutural, que foi pensado na perspectiva de contar a história e resgatar a memória local como instrumento de luta pela permanência no espaço.

Camilla—A museologia pode, de fato, combater a desigualdade e os problemas sociais?
Marijara— O combate às desigualdades sociais é uma luta que deve permear todas as classes e categorias profissionais. Dessa forma, acho que é também responsabilidade do campo de atuação da museologia. Há quem acredite que toda museologia é — ou deveria ser — social, e que a ênfase para essa área pode desconstruir o papel social intrínseco ao museu. Eu, particularmente, gosto de pensar a museologia social como uma política de reparação, uma ação afirmativa, já que, quando é diluída como atribuição atinente dos museus, ela nunca funcionou. A maioria dos museus permanece em seus pedestais burgueses, com atividades isoladas e quase invisíveis voltadas para a educação e para inclusão social. São ações pontuais, que os museus, em geral, fazem como se fosse para garantir uma cota para a inclusão social ou para a educação, mas nunca é primordial, nunca tem visibilidade. Por isso, eu acredito que é preciso criar essas dissidências, para dar ênfases a essas práticas museais em comunidades tradicionais ou economicamente desfavorecidas e tentar subverter a ordem das coisas. 

Camilla — Em quais setores do museu o museólogo é primordial? Existe disputa entre os profissionais?
Marijara — A presença do museólogo é indispensável em todos os setores do museu e em todos os processos museais. Mas é importante que as ações sejam pensadas e desenvolvidas sempre com a participação de pessoas de outras áreas de conhecimento. É fundamental evitar o isolamento no campo museal e encarar a participação de outros profissionais como fator enriquecedor da área.

Camilla — Em Brasília, muitos museus são vinculados a instituições que não possuem o cargo demuseólogo, como tribunais e o GDF. Qual seria, nesse caso, a melhor saída para os futuros museólogos ?
Marijara — Provocar uma discussão e debater a importância de se ter profissionais museólogos nesses espaços. Segundo o cadastro nacional de museus, Brasília tem 60 instituições museológicas, entretanto, não vemos esse campo ferver em oportunidades para graduados. Acho que o que falta é essas instituições se conscientizarem da importância do papel desse profissional.


Perfis

Marijara Queiroz

Idade
36 anos

O que faz
Professora substituta do curso de museologia da UnB e servidora do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram)

O que pretende
Continuar na carreira docente, sem perder a dimensão técnica da profissão


Camilla Nyarady

Idade
18 anos

O que faz
Estudante do 2º semestre de museologia da UnB

O que pretende
Trabalhar na área de patrimônio intangível — como música e dança — ou com pesquisa de acervo, além de fazer um intercâmbio


Rio aprova lei que transforma funk em patrimônio cultural



Fonte: Baile Funk

Funk, agora, é oficialmente cultura. O ritmo foi reconhecido, na terça, 1º, como patrimônio cultural pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, informou o jornal O Globo. No mesmo dia, a Alerj revogou uma lei, criada pelo ex-deputado estadual Álvaro Lins no ano passado, que restringia a realização de bailes funk e raves do estado.

A lei do ex-chefe da Polícia Civil (preso em maio de 2008, após acusações de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, entre outras) enrijeceu outra, de oito anos antes, proposta pelo então deputado Sérgio Cabral Filho (atual governador do estado).

A votação foi considerada simbólica, uma vez que os deputados já haviam acordado em derrubar as fronteiras legais contra bailes funk, com objetivo de diminuir a discriminação contra o ritmo.

O status de patrimônio cultural foi requerido pelos deputados Marcelo Freixo (PSOL), em parceria com Paulo Melo (PMDB) e Wagner Montes (PDT). "Não tem por que calar o funk porque é som de preto e favelado que quando toca ninguém fica parado", afirmou Freixo, segundo o portal IG.

Na semana passada, uma audiência pública na Alerj contou com a presença de músicos do gênero, Fernanda Abreu, DJ Marlboro e MC Serginho (da dupla com Lacraia) entre eles.

O antropólogo Hermano Vianna, irmão de Herbert e autor de O Mundo Funk Carioca, também compareceu. "O funk precisa deixar de ser visto como caso de polícia", discursou na ocasião. "E esta lei confusa e contraditória que inviabiliza a realização de bailes nas favelas precisa ser revogada."

Fonte: Agenda Cultural São José dos Campos

domingo, 28 de abril de 2013

Abertas as inscrições para Ouvintes e Comunicação Oral, Poster, cursos e Intervenções Artísticas



Atenção a todos os estudantes de Museologia e Patrimônio do país, está aberta as inscrições para ouvintes e apresentações de trabalhos no VI Encontro Nacional dos Estudantes de Museologia. Fiquem atento ao Edital e aos prazos de pagamentos, garanta já sua participação e inscreva-se o quanto antes. Acesse os Editais:

Alo Rio Grande do Sul!

Fonte: RBSTV

A partir da próxima segunda-feira (29) os telespectadores da Região da Campanha poderão conhecer mais sobre a história do Rio Grande do Sul. A RBS TV de Bagé lança os programetes “Museus da Campanha”, que serão exibidos durante os intervalos da programação da emissora. O objetivo é divulgar os museus locais e incentivar a visitação.
Durante cinco semanas, cinco reportagens contarão os momentos que marcaram a região. No primeiro vídeo, o público conhecerá uma curiosidade de Bagé: a cidade teve a abolição da escravatura quatro anos antes da Lei Áurea ser sancionada no Rio de Janeiro. Os museus Dom Diogo de Souza e o da Gravura, de Bagé, o David Canabarro e o ASPES, de Santana do Livramento, e o Paulo Firpo, de Dom Pedrito, serão palco para o resgate.
Produção, edição e texto são de Rodrigo Flores, imagens de Dario Perrim e narração e coordenação de Roberta Mércio.


Pesquisadores tentam introduzir queijo do Serro no mercado formal



Fonte: (Tiago Geisler/ Agência Minas)

 Pesquisadores da Embrapa Agroindústria de Alimentos estão em busca de solução para os entraves que impedem a comercialização do queijo do Serro no país. De qualidade e sabor reconhecidos, o queijo artesanal mineiro foi registrado em 2008 como patrimônio imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
Liderados por Rodrigo Paranhos, os pesquisadores da Embrapa trabalham desde abril do ano passado no projeto Agregarte, que entra neste ano na fase de coleta de amostras de leite e de queijo. O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) é um dos parceiros da pesquisa, junto com a Embrapa Gado de Leite, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e a Associação dos Produtores do Queijo do Serro.
O queijo produzido na região mineira do Serro obteve também o registro de indicação geográfica do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), órgão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em dezembro de 2011.
As pesquisas poderão por fim à polêmica em torno do produto que, por ser feito com leite cru, não pasteurizado, tem sua comercialização proibida pela legislação brasileira, disse Paranhos à Agência Brasil. A venda do queijo dentro do território mineiro é permitida por uma lei estadual que ampara pequenos agricultores locais cadastrados no IMA. 
A polêmica cresceu e, por isso, o Ministério da Agricultura criou um grupo de trabalho para analisar a questão do queijo, produzido em dez municípios. De acordo com Paranhos, as instituições envolvidas precisarão de um grande esforço para trazer para o queijo do Serro para o mercado formal. O queijo artesanal da região segue o padrão dos produtos da pequena agroindústria nacional, a informalidade.
“Minas Gerais foi o estado pioneiro na briga por esse queijo artesanal”, lembrou Paranhos. O pesquisador destacou que Minas elaborou uma legislação específica e acreditou que seu produto pode ser seguro, mesmo sendo feito com leite cru. As queijarias cadastradas no IMA são minoria entre os estabelecimentos do gênero existentes no estado. Segundo  Paranhos, é preciso também elaborar programas e políticas públicas para melhorar a qualidade do produto. “E isso é possível”, disse ele, defendendo investimentos na atividade, que gera emprego e renda e é geralmente desenvolvida por agricultores familiares.
Para ele, essa política tem condições de dar resultado. “O Estado tem de olhar com mais carinho para esses produtos”, ressaltou Paranhos. Ele informou que o Agregarte atua em mais duas frentes: a produção informal de farinha de mandioca na Bahia e de açúcar mascavo, no norte fluminense.
Paranhos acredita que o queijo do Serro pode ser feito de maneira artesanal e sem oferecer riscos para a saúde. Para isso, os produtores têm de cuidar bem dos rebanhos, sem esquecer da vacinação. Ele disse que o Instituto Mineiro de Agropecuária vem mostrando que é possível conseguir, mesmo em pequena escala, um produto de qualidade, se esses cuidados forem tomados.
O projeto Agregarte deve ser concluído até 2015. “Pretendemos caracterizar esse produto tanto em termos dos riscos para a saúde saúde quanto em termos sensoriais [sabor, aroma e cor] para valorizá-lo”. O objetivo do projeto é mostrar que o queijo minas artesanal do Serro tem grande potencial de desenvolvimento social.  Não é à toa que ele já é reconhecido há tanto tempo, dentro e fora da região em que é feito, como um produto de qualidade, acrescentou.
No mês que vem, a Embrapa Agroindústria de Alimentos deve participar do grupo de trabalho criado pelo IMA para  discutir uma nova legislação para o queijo do Serro.